Artigo sobre teoria monetária marxista (Revista da SEP)

É com imensa felicidade que informo que saiu a edição 51 da Revista da Sociedade Brasileira de Economia Política (SEP).

Nesta edição eu publico o meu primeiro artigo acadêmico chamado Trabalho e dinheiro: a teoria monetária marxista e o dinheiro de crédito, no qual discuto a teoria monetária marxista no século XXI.

 

Link para a revista da SEP e o link direto para o meu artigo.

 

Revista da Sociedade Brasileira de Economia Política, Número 51 (set 2018 – dez 2018)

 

Porque voto em Ciro Gomes

Porque voto em Ciro Gomes.

O Brasil está em uma situação caótica e não há espaço para aventureiros ou salvadores da pátria. Há crises em diversas dimensões: política, econômica, moral.

O Ciro tem duas qualidades que não deveriam ser exaltadas como diferenciais, pois deveriam funcionar como meros pressupostos para que alguém se candidatasse: ele é honesto e tem projeto. Todo candidato deveria ser honesto, pois esta é uma qualidade humana que perpassa a vida pública; projeto é o mínimo que se espera de um candidato. Porém, no jogo político atual a honestidade é uma premissa para o povo esperar que algo diferente seja feito (afinal as pessoas acham que somente alguém “diferente” tem capacidade de mudar). Em anos de atuação pública ele só respondeu a processos por brigar com figuras reconhecidamente corruptas, mas nunca por práticas de corrupção. O projeto é o que faz com que concordemos ou não com determinados candidatos, mas, nestas eleições, poucos candidatos têm projetos: alguns têm ideias, outros têm falta delas e para um deles sobra somente o discurso vazio e sem programa. Promessas genéricas e vazias não se transformarão em desenvolvimento.

Por anos Ciro transitou por diversos partidos sempre mantendo a ideia de que há necessidade de se pensar um projeto nacional de desenvolvimento. O projeto de Ciro é o mais consistente para o Brasil atual pois faz a melhor leitura da realidade: é preciso retomar a lucratividade das empresas para incentivar o investimento e, portanto, o emprego e a renda, mas não à custa do trabalhador – isso dependerá fortemente da mobilização popular. Para isso ele entende que a indústria ainda é um motor do desenvolvimento porque é um setor dinâmico com diversas ligações para a frente e para trás. Há dois preços chave fora de lugar: câmbio e juros. O câmbio valorizado e os juros altos desindustrializaram o Brasil e transferiram recursos para a valorização do capital na esfera fictícia, aumentando os ganhos associados às finanças (rentismo). Será preciso um câmbio desvalorizado e juros baixos para que a indústria nacional floresça, obviamente matizados por uma política industrial responsável.

Mas o investimento privado só vem com expectativa de demanda e para isso as pessoas precisam de recursos para consumir, por conta disto o programa de refinanciar as dívidas da população injeta demanda na veia da economia.

Não é possível, porém, ter um país que o governo esteja amarrado e impedido de agir. Assim, a revogação da PEC do Teto (EC-95) é pressuposto do projeto defendido pelo Ciro. A responsabilidade fiscal preconizada pelo Ciro não implica em austeridade. É preciso haver espaço para investimentos públicos nas áreas sociais e para conseguir cuidar da população que deles necessita.

Um setor que puxou o crescimento nos últimos anos foi o agronegócio. A vice, Katia Abreu, figura do agronegócio representa que parte potencialmente conservadora do empresariado brasileiro compra o projeto nacional de desenvolvimento. Ciro sinaliza que é possível transferir ganhos de produtividade do campo para a indústria.

Tenho receios quanto a certo fiscalismo por parte do governo dele, mesmo que se justifique enquanto tática para enfrentamento aos juros altos. Essa tática é um grau de liberdade que o programa assume: as elites brasileiras aceitam experimentos nos juros e até no câmbio, mas jamais no fiscal (lembrem-se de que o golpe começou com as “pedaladas fiscais”). A manutenção de superávits primários para pagamento dos juros da dívida é parte do que dinamiza a lucratividade do rentismo.

A figura de Ciro é outra característica interessante no pleito atual. Há um forte sentimento de antipetismo no eleitorado brasileiro, mas também alta rejeição ao primeiro colocado. Ciro, do PDT, representa um projeto alternativo que se ergue sobre a unidade e não a ruptura do país. Ele pode pacificar os ânimos e convergir interesses para um governo que nos coloque novamente nos rumos do crescimento e da democracia. Além disso, sua figura pessoal forte é importante. Percebemos que, no Brasil recente, o bom-mocismo só levou a conchavos e alianças espúrias. É preciso tomar partido e sinalizar o projeto que se tem em mente. Ele fez isso.

Por fim, Ciro apresenta capacidade de governar o país, pois não é altamente rejeitado e isso sinaliza que há espaço para avançar em projetos em que haja base social. Sua ideia de reestabelecer a devida dinâmica institucional é central. O país está afundado na briga entre os poderes, na desmoralização do homem público e é preciso que consigamos avançar nos desafios que retomem a normalidade democrática ao país.

Ciro não é o candidato ideal, mas é o que melhor se apresenta para as necessidades do Brasil de hoje. Seu projeto difere marginalmente dos projetos do Haddad (PT) e do Boulos (PSOL). Mas a sua figura e partido abrem as portas para que possamos imaginar que é possível o Brasil voltar aos trilhos do desenvolvimento.

O dólar e as eleições no Brasil

O dólar recentemente atingiu patamares que assustaram as pessoas. É capaz de que ele continue se mexendo e ainda mais. Além da crise turca e da guerra comercial dos EUA, as eleições brasileiras devem impor mais volatilidade ainda à moeda americana.

De fato, o dólar e a bolsa são bem voláteis e vão se mexer muito nas eleições, seja com o Bolsonaro ou como Ciro, com o Lula, etc.

O dólar varia muito por conta de medo dos investidores e eu trabalho com a ideia de que parte da crise é a ruptura de um acordo tácito que começou no governo Lula entre as elites financeiras e os “de baixo”: houve ganhos na parcela dos salários na renda, formalização, geração de empregos, mas os bancos lucraram muito com altos spreads, taxa de juros elevada e o Brasil foi uma ótima plataforma de valorização do capital “vadio”, que vem, passa a noite, ganha juros e vai embora (em contraposição ao investimento que gera capacidade produtiva de fato, de mais longo prazo). Por isso que a Leda Paulani (2008) caracteriza o Brasil de FHC e Lula como uma plataforma de valorização financeira internacional.

Esse acordo foi rompido com as políticas da Dilma I, de enfrentar os bancos e desvalorizar o câmbio. Se achava, àquela altura, que o mercado externo dinamizaria a economia brasileira e através de um câmbio fraco, o real mais barato nos tornaria mais competitivos lá fora, facilitando a exportação. Junto com isso, reduziu-se a taxa de juros utilizando os bancos públicos e houve um conjunto de medidas de desonerações, acreditando que o investimento privado ocuparia o lugar do público. Deu errado. E continuará dando enquanto isso for tentado (e o Ciro tem exatamente essa proposta). A Laura Carvalho disse, recentemente, que o salário real brasileiro deveria chegar aos níveis de Bangladesh para que fôssemos competitivos a ponto de disputar mercado lá fora e isso puxar o crescimento. O salário real cairia pois a desvalorização do câmbio gera inflação e, assim, cai o poder de compra (salário real).

Ninguém investe sem expectativa de demanda e isso se reflete em uma uma taxa de lucro: a taxa de lucro brasileira declinou de 2010 até 2015 de forma acelerada. Tem muitos preços na economia brasileira errados: câmbio e juros são dois deles. Mas, de fato, achar que a industrialização é a melhor forma de inserção na economia mundial pode ser arriscado, pois a reestruturação da produção mundial faz com que tenhamos que competir com Índia, China, Bangladesh, Vietnã, etc. E o custo dessa galera a gente não consegue igualar sem causar um caos social. É preciso entender as especificidades brasileiras e investir em um tipo de indústria que integre as tecnologias e o progresso que fortaleçam a estrutura produtiva brasileira, levando à mudança estrutural da economia brasileira. O Brasil precisa superar o vício histórico da especialização na produção de commodities e importação de bens com alto valor agregado, ou seja, é preciso repensar a nossa inserção externa subordinada.

A tarefa brasileira passa por retomar a lucratividade através do investimento público, reaquecendo a economia e gerando demanda para reativar o investimento privado, o emprego e renda. Para isso é preciso combater a austeridade, a PEC dos gastos, a política monetária de juros altos que favorecem os detentores de títulos da dívida, enfim, governar o Brasil de forma inclusiva é enfrentar privilégios históricos nem sempre fáceis de lidar.

O câmbio fraco também tem a ver com problemas de restrição externa, ou seja, a necessidade de termos dólares para pagarmos as importações. O Brasil do Lula superou isso, mas a equipe do Haddad e do Ciro acham que existe um “excedente” de divisas que poderia ser utilizado para financiar gastos públicos, mas é um erro, pois um país que tem moeda soberana (temos o real) não tem limites ao endividamento e confunde-se o problema de um alto estoque (dívida) com o seu fluxo de pagamentos (juros). O problema não é ter dívida, mas sim um fluxo de pagamentos crescentes em função dos juros escorchantes.

Enfim, com Ciro o dólar sobe porque o Bresser e outros economistas que o acompanham e instruem acreditam no câmbio de equilíbrio, que seria um patamar que tornaria a nossa industria competitiva, portanto, desvalorizado. No capitalismo a indústria de fato é o polo mais dinâmico da economia, mas dada a nossa estrutura econômica e social eu não sei se seria essa a melhor estratégia para o momento.

A verdade é que o juros e a bolsa explodirão com qualquer um que não seja o Alckmin, Marina, Amoedo. E eu acho que estar do lado de cá é estar do lado certo da questão, pois é estar ao lado do desenvolvimento com inclusão, redução das desigualdades e enfrentamento, mínimo que seja, a um estado de coisas que nos estranha e aliena enquanto sujeitos. O outro lado é reforçar a especulação do capital fictício, a manutenção da austeridade, dos juros altos, da reforça trabalhista e de uma agenda oposta aos interesses do povo.

Econoceitos: taxa de câmbio

Econoceitos: pílulas de economês! Conceitos importantes, explicados de forma mastigada

Hoje falaremos de câmbio, industrialização, balança comercial (exportações e importações) e inflação.

Taxa de câmbio é a relação entre moedas de dois países. Por exemplo, o Brasil utiliza o real e os EUA o dólar. Mas, um real não equivale a um dólar e essa relação de troca é justamente a taxa de câmbio. No Brasil definimos o câmbio como “quantos reais são necessários para comprar um dólar”. Em um exemplo hipotético, se para comprar 1 dólar precisamos de 4 reais a taxa de câmbio é 4.

E = 4R$/1US$

Por isso, quando o câmbio sobe quer dizer que precisamos de mais reais para obtermos o mesmo dólar, ou seja, se a taxa de câmbio vai para 5 é porque 1 dólar está custando 5 reais.

Mas, e aí? O bom é sempre que o real seja forte, não é mesmo? Então…

Desvalorizar o real é deixá-lo mais fraco. Se antes, com câmbio forte (valorizado) 1 real comprava 1 dólar, agora você precisa de 4 reais para comprar o mesmo dólar. Ou seja, relativamente o nosso dinheiro está mais fraco, desvalorizado.

Se a nossa produção de mercadorias é feita e precisa ser vendida em dólar, quando o câmbio está desvalorizado o sujeito que tem 1 dólar compra uma mercadoria de 4 reais. Se o real fosse 1 pra 1, ele compraria mercadorias de 1 real com o mesmo dólar. Então o câmbio desvalorizado estimula as exportações porque faz com que a gente fique “mais barato” pro mundo.

Agora sobre a industrialização: com o câmbio valorizado (forte) a gente tem mais poder de compra para importar, ao invés de precisar produzir aqui dentro. Se 1 real comprasse 4 dólares faria mais sentido a gente importar máquinas e mercadorias ao invés de desenvolver tecnologia aqui. Se nosso dinheiro fica muito forte e não temos indústria, existe um incentivo pra que importemos ao invés de produzir aqui.

Assim, câmbio valorizado faz com que a gente importe mais, exporte menos e se desindustrialize.

O câmbio desvalorizado, por ser mais fraco, faz com que seja caro importar e incentiva que produzamos tecnologia aqui. Já as exportações barateiam pro resto do mundo e a gente vende mais mercadorias.

Por fim, se o câmbio se desvaloriza isso gera inflação, mas por qual motivo? Porque nós consumimos muitas mercadorias e serviços que utilizam insumos importados. Se a moeda nacional está mais fraca, essas importações ficam relativamente mais caras (pois são pagas em dólar) e as mercadorias ficam, no geral, mais caras. Então a desvalorização do câmbio, apesar de estimular as exportações e fomentar a indústria a desenvolver tecnologia no país, por encarecer as importações gera inflação.

Obs. Em breve retomaremos a coluna falando da diferença entre nominal e real e aí eu falo sobre câmbio nominal e real.

A luta contra a austeridade é a luta pela democracia

As eleições sempre despertam meu interesse como economista e como cidadão, pois os candidatos e partidos expõem seus planos para a economia e quais serão as diretrizes para os quatro anos seguintes. Não é de hoje que o tema da austeridade é o eixo central em torno do qual se articulam as propostas dos candidatos no campo da economia.

Criou-se um mito nos últimos anos: a economia do país funciona como a nossa casa. Em casa, se temos gastos excessivos e, portanto, acumulamos dívidas, é necessário diminuir os gastos para fechar as contas. A diferença entre o “pai de família” e o país é que o provedor da casa não determina o quanto ganha (salário) nem o preço de suas dívidas (a taxa de juros). Já o país estabelece o preço de suas dívidas, a SELIC, que é a taxa de juros que remunera os títulos da dívida pública e determina o ritmo da economia. Se o ambiente econômico se torna favorável, o governo pode arrecadar mais, pois haverá mais renda, mais gastos e um ciclo virtuoso. Portanto, a gestão econômica do Estado, a tal macroeconomia, mostra que o governo determina não só o quanto ganha como também o custo de sua dívida.

A luta contra a austeridade aparece como a luta pela democracia nos dias de hoje. É através dela que podemos retomar o protagonismo do Estado enquanto agente econômico que permite às pessoas o acesso aos bens públicos (saúde, educação, transporte, segurança, entre outros). A austeridade está colocada no Brasil como programa político para os próximos 20 anos através da PEC dos Gastos (EC-95/2016). Em resumo: as despesas não poderão crescer além do que for necessário corrigir da inflação. O problema é que o crescimento populacional continuará exercendo sua pressão e a demanda pelos gastos públicos aumentará; mas se os gastos não puderem aumentar haverá, relativamente, uma redução dos gastos em relação ao que é hoje. O futuro terá mais gente, mas não mais gastos para atender as necessidades da população.

A luta contra a austeridade também é a afirmação da soberania nacional. Isto porque a austeridade vem junto com uma perspectiva de mundo que entende que o mercado é o agente mais eficiente para organizar a sociedade e, assim, o governo não só deve gastar menos como o também deve privatizar o que puder e deixar que o mercado gerencie as riquezas públicas. Porém, ao transferir para as empresas privadas a gestão de alguns ativos o governo deixa de cuidar de riquezas naturais estratégicas para o crescimento social, como por exemplo a matriz energética que pode passar da mão do Estado brasileiro para empresas privadas chinesas, inglesas ou norte-americanas. Ganhar royalties pela exploração do petróleo é diferente de explorar os campos e poder determinar diretamente a alocação das receitas do petróleo. Outra parte do raciocínio vem da ideia de que alguns gastos não devem estar na mão invisível do mercado. O mercado (financeiro, pois este é seu sobrenome) funciona por mecanismos de lucratividade e busca atividades em que possa haver lucros. Todavia, alguns serviços não devem se subordinar aos imperativos do mercado: a melhor educação não é a que mais dá lucro, a melhor saúde não é a mais barata. A melhor educação é aquela que permite que o indivíduo ultrapasse suas barreiras e a melhor saúde é aquela que atenda às carências da sociedade. É a utilidade e não o lucro que devem mover algumas atividades.

Cuidar das riquezas nacionais requer gastos, mas gastos que não são custos afundados, pois revertem benefícios futuro. Isto nos impõe olhar para os gastos sociais como investimentos. Ao gerir o investimento público o Estado garante a soberania nacional, inclusive militar, assegura o futuro de gerações que podem vislumbrar ascensão social porque no futuro haverá oportunidades, cuida do patrimônio biológico brasileiro, estabelece um ambiente favorável para os negócios. É claro que é necessário discutir a qualidade do gasto e a alocação dos recursos.

O discurso da austeridade é colocado pelo mercado (financeiro) em vista de que se o governo gasta menos, ele faz o que os economistas chamam de superávit primário. O que ninguém conta é que o superávit primário, ou seja, o gasto reduzido em relação às despesas serve para se pagar os juros da dívida pública. Os maiores detentores dos títulos da dívida pública brasileira são os bancos, assim, o mecanismo de geração de lucros para os bancos se retroalimenta: enquanto o Brasil tem taxas de juros altíssimas, spreads bancários enormes, assegura através da defesa da austeridade mais recursos para o pagamento dos juros da dívida público, grande parte nos ativos dos bancos. É um mecanismo de concentração de renda em prol daqueles que já a detêm.

A CAPES, uma entidade de fomento à pesquisa, já informou em recente documento que a partir de agosto de 2019 não haverá dinheiro para pagar os bolsistas de pós-graduação (mestrado, doutorado e pós-doutorado), nem os programas que internacionalizam a ciência brasileira. A ciência e, portanto, a educação são motores do crescimento social (não só econômico), pois é através da pesquisa acadêmica que novas respostas podem ser encontradas aos velhos problemas, sejam sociais, médicos, biológicos, tecnológicos, astronômicos, etc. A pesquisa acadêmica é importante, sobretudo em tempos de “terra plana” ou na crença de que vacinas causam doenças: é preciso que o conhecimento acadêmico transborde para além dos muros das universidades e chegue à mesa de casa, ao consultório, aos gabinetes dos policy makers e aos estratos sociais mais baixos, evitando a disseminação de informações falsas, caos e confusão.

Nestas eleições somente os seguintes candidatos se posicionaram contra a PEC dos Gastos: Ciro Gomes, Guilherme Boulos, Manuela D’Avila, Lula e Marina. O que os difere em termos de quais políticas econômicas eles seguirão é crucial para defender esta ou aquela candidatura. Porém, é em torno destes nomes que as atenções devem se centrar, sobretudo daqueles que achem que o mecanismo de geração de renda para o mercado financeiro é injusto do ponto de vista social em um país com 13 milhões de desempregados (dados de julho de 2018). O passo seguinte é discutir o fim da reforma trabalhista e a reforma da previdência.

Enquanto não derrotarmos o austericídio estaremos condenados como Sísifo e acorrentados como Prometeu: um ciclo vicioso e que se retroalimenta de retrocessos sociais, pobreza, desigualdade de oportunidades e concentração de renda e riqueza.

Palestra Prof. Michael Roberts no IE/UFRJ

O GAMA – Grupo de Análise Marxista Aplicada do Instituto de Economia da UFRJ convida a todos para a palestra do Prof. Michael Roberts, economista marxista para discutir o tema “The profitability of capital and the class struggle: an historical analysis”.

O Prof. Roberts trabalhou por mais de 30 anos na City de Londres, é autor dos livros “The Great Recession: Profit cycles, economic crisis – A Marxist view” (2009, Lulu Press), “The Long Depression: Marxism and the Global Crisis of Capitalism” (2016, Haymarket Publications), “Marx 200: A review of Marx’s economics 200 years after his birth” (2018, Lulu Press) e edita o blog Michael Roberts Blog.

É possível acessar a página do blog no facebook aqui Michael Roberts blog.

A produção teórica do Prof. Roberts no campo da Economia Política discute o papel da lucratividade no desempenho econômico dos países capitalistas, austeridade, endividamento, mercados financeiros, entre outros.

Data: 14 de junho de 2018 (14/06/18)

Local: Instituto de Economia da UFRJ, Avenida Pasteur, 250, Palácio Universitário. Campus da Praia Vermelha, Urca, Rio de Janeiro, RJ.

Sala 102

Horário: 9:30 às 12:00

Não é necessário fazer inscrição prévia.

Teoria e empiria da lucratividade em Marx: em busca das mediações

Há algum tempo eu me interesso pelo tema da lucratividade em Marx. Tentei esboçar uma primeira aproximação entre a relação da teoria com a empiria e este texto tinha ficado esquecido. Apesar de estar avançando bem nesta temática, para aqueles que se interessam, vai aqui uma apresentação bem superficial sobre o tema.

Teoria e empiria da lucratividade em Marx: em busca das mediações

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Fonte: https://www.independent.co.uk/money/spend-save/decade-after-financial-crisis-recession-debt-inflation-credit-crunch-a7883791.html