Nesse episódio, Gabriel Carvalho (Ciências Sociais – UNIVASF) e Bruno Miller Theodosio (doutorando em economia pela Universidade de Utah) recebem Andrew Kliman, economista graduado na Universidade de Maryland, doutor em economia pela Universidade de Utah e professor aposentado de economia da Universidade Pace em Nova York para falar sobre a teoria da crise, a teoria do valor, a interpretação de sistema único-temporal e o impacto da financeirização na taxa de lucro do capital.
Este episódio estará disponível com legendas no Youtube.
Está no ar o terceiro e último episódio do nosso primeiro minicurso de economia!
Neste minicurso, Gabriel Carvalho e Natan Oliveira recebem Bruno Miller Theodosio, economista pela FEA-USP, mestre em economia pela UFRJ e doutorando em economia pela Universidade de Utah, nos EUA, para uma aula de economia dividida em três módulos:
1) Teorias Ortodoxas e Heterodoxas
2) Teorias Monetárias e Teoria Marxiana da Crise
3) Crítica da MMT e Outras Teorias HeterodoxasEste é o terceiro episódio do minicurso, onde será trada a crítica da MMT, teoria monetária moderna, que vem ganhando adesão da esquerda, inclusive marxistas, além da crítica a outras teorias heterodoxas.
Sejam bem-vindos de volta ao primeiro minicurso do Ontocast.
Neste minicurso, Gabriel Carvalho e Natan Oliveira recebem Bruno Miller Theodosio, economista pela FEA-USP, mestre em economia pela UFRJ e doutorando em economia pela Universidade de Utah, nos EUA, para uma aula de economia dividida em três módulos:
1) Teorias Ortodoxas e Heterodoxas
2) Teorias Monetárias e Teoria Marxiana da Crise
3) Crítica da MMT e Outras Teorias HeterodoxasEste é o segundo episódio do minicurso, onde serão tratadas as teorias monetárias correntes e os fundamentos da teoria marxiana da crise.
Eu gravei um podcast com o pessoal do Ontocast sobre Economia Política e este é o primeiro de três episódios.
Espero que vocês gostem e tragam críticas e comentários!
Sejam bem-vindos ao primeiro minicurso do Ontocast.
Neste minicurso, Gabriel Carvalho e Natan Oliveira recebem o economista (FEA-USP), mestre em economia pela UFRJ e doutorando em economia pela Universidade de Utah, nos EUA, Bruno Miller Theodosio, para uma aula de economia dividida em três módulos:
1) Teorias Ortodoxas e Heterodoxas
2) Teorias Monetárias e Teoria Marxiana da Crise
3) Crítica da MMT e Outras Teorias Heterodoxas
Este é o primeiro episódio do minicurso, onde serão tratadas as tradições ortodoxas e heterodoxas da teoria econômica e a crítica marxista a elas.
I used my IPad to teach on Friday sections as a TA both before and during the pandemic.
I use my IPad to write with the Apple Pencil in the Noteshelf 2 application, and there is a whiteboard mode in which the students do not see any notification in I receive. The mode you see here it is not this mode, because at the point there were some connectivity issues that are now solved.
Within Zoom, I can have my webcam recording me while I share the IPad’s screen. I like this approach when the class is intensive in math/graphs, and students need to understand the steps of some derivation or how to find the correct answer. I usually solve everything in a virtual notebook. I copy the notebook and then I start to erase the answers, just letting the available space to solve it and some helpful stuff like graphs, tables, or any other information I need. So I have two versions, one solved and one to be used in class, which I build along with my voice explanation.
Today I end the publication of the series of reaction papers I wrote in the heterodox Macroeconomics course during the first year of the PhD program in Economics at The University of Utah. This course was taught by Dr. Rudiger von Arnim, and this last reaction paper was inspired by some special issues of the Review of Keynesian Economics, specifically from volume 4, issue 4 to volume 5, issue 3. In those special issues, Dr. Setterfield presented the Wage-versus profit-led growth after 25 years: an introduction and several researchers presented their ideas. The major discussion is regarding the profit- and wage-led growth and demand regimes; hence, I presented the neo-Kaleckian and the neo-Goodwinian approaches to discuss the cycles. Moreover, I chose Dr. Stockhammer‘s paper from the ROKE to go further in the inequality discussion under financialized economies. In that paper, he presents a pseudo-Goodwinian cycle and a Minskyan taxonomy from which I departed to open new analysis in heterodox macro.
This post brings the second short paper in this series of reaction papers I wrote in the Macroeconomics II course (heterodox discussion) at The University of Utah – Department of Economics, during the first year of the PhD program. In this paper, I discuss Duménil and Lévy (1999) and Freitas and Serrano (2015) to present two approaches for the utilization rate in the long-run. The first standpoint states the utilization rate as a variable to close the model at any level like in the Kaleckian baseline model. In contrast, the second approach relies upon the Classical idea of gravitation in which the utilization rate achieves the normal level in the long-run.
I have not brought the discussion in this paper, however, the cycle generated by DL (1999) seems to have the wrong orientation when considering the principle of effective demand.
This publication starts a series of three reaction papers I wrote during the Macroeconomics II course at The University of Utah.
Dr. Rudiger Von Arnim taught the course, and it was focused on the multiple heterodox approaches. Hence, after reading several papers, we had to write a small paper presenting the authors’s ideas, summarizing the readings’ central aspects, and trying to push forward some arguments in order to advance that specific literature.
This first paper departs from Rowthorn (1977) and Kalecki (1943), and emphasizes the conflict aspect of the capitalist society.
Durante a maior crise da nossa geração o Brasil vira piada internacional!
Quando ligo a televisão americana, só se fala no vírus SARS-CoV-2 e na COVID-19, a doença causada por ele. A discussão é sempre sobre o numero de casos, mortos e medidas dos governos frente ao caos social e econômico. O Trump, um louco, tresloucado, desvairado, chamou o COVID-19 de vírus chinês, mas mesmo assim os EUA tomaram atitudes frente ao rápido espraiamento do vírus. O cenário, de terra arrasada, é de ninguém nas ruas, mercados com escassez de basicamente tudo, nem online não se encontram produtos de limpeza e alimentos e 3.3 milhões de americanos pedindo seguro-desemprego (para fins de comparação, na semana anterior o numero era de 282 mil). As grandes empresas seguraram salários e o senado passou o pacote de US$ 2 trilhões. Aqui, não podemos entrar no veterinário para evitar a infecção, então o tratamento é agendado por telefone e você espera no seu carro enquanto seu animal é tratado, as lojas designaram locais específicos para você estacionar seu carro e as compras são levadas até você por um atendente e a vida segue diferente em tudo. Entrega de comida se paga online e o entregador deixa na sua porta, pois o contato pessoal está suspenso. Restaurantes não recebem clientes e so podem entregar a comida para o cliente que vai buscar ou via entregador. Minhas aulas são todas online, gravadas ou ao vivo, eu estou dando aula através de vídeos e nossa vida nunca mais será a mesma. Esse é, junto com o aquecimento global e a desigualdade de renda e riqueza, um dos grandes desafios da nossa geração.
No Brasil, contudo, o histórico de atleta (sic!) do presidente lhe permite fazer ilações descabidas acerca do impacto da doença. O presidente, burro assumido, sempre disse não entender de economia; descobrimos que de medicina ele entende menos ainda! A televisão americana faz chacota, meus amigos de outros países ficam sem entender as declarações e posições de Bolsonaro e cabe ao brasileiro tentar explicar as jabuticabas que por vezes brotam no nosso país. Ninguém, absolutamente ninguém consegue entender como o povo brasileiro elegeu tal figura.
Um grande problema foi escancarado atualmente. Você deve se lembrar de ter dito: para que vou aprender sobre briófitas, qual o sentido de saber a equação de Bhaskara, para que serve movimento uniformemente variado, ou, quando na vida eu vou usar planalto e planíce? Pois é, a revolta infantil daquele que quer brincar e não entende a necessidade do estudo tomou proporções maiores quando gerações e gerações construíram um discurso negacionista e anti-científico. Cansamos de ouvir que aquela teoria “é só uma teoria” e que “eu acho X” (preencha X com terra plana, discurso anti-vacina ou qualquer outra pseudo-ciência que você quiser). Estes sujeitos cresceram e elegeram um criminoso que cortou verbas de pesquisa, que destruiu o ENEM, internacionalmente reconhecido, e que agora quer que a ciência, à toque de caixa, tire do bolso respostas para nossos problemas. Diz ele que “deus” capacitará os cientistas: sr. Presidente, sem salário e investimento deus nenhum capacita ninguém. Cientista não acha respostas de barriga vazia, sem salário, sem equipamento e sem valorização!
Estes mesmos são os que derrubaram a Dilma dizendo que o país teve uma farra de gastos e que o conjunto da obra legitimava o impedimento. São estes que hoje reclamam que as empresas não podem parar e dizem que o governo não está fazendo nada. Vocês elegeram um homem ímpeto, incompetente, que tem um equipe das piores já vistas na administração pública e que passou a vida recebendo salário para não fazer nada. Diante de sua ignorância peremptória, ele acredita que a volta à normalidade é necessária porque a economia não pode parar. Nós já estamos a caminho de uma recessão econômica global, todos os países estão se endividando, o desemprego se alastra pelo mundo, varejo, produção industrial, mercados financeiros, tudo está parado. E será assim, também no Brasil. Os modelos matemáticos na fronteira da epidemiologia mostram que algumas semanas a mais ou a menos implicam na morte de alguns milhares, a menos ou a mais, respectivamente.
O Brasil emite moeda própria e estabelece o juros de sua dívida pública. Isso permite que os gastos avancem caso o governo queria e, veja bem, teremos impactos fortes na economia, com ou sem o governo atuando, isso é inegável. Mas cabe a nós, economistas, ensinar à população como fazer análise de custo-benefício intertemporal: o destravamento da economia no curto-prazo implica nas mortes se espalhando no longo-prazo. Este é o nosso inescapável trade-off. Os governadores têm trabalhado no sentido de garantir algum sustento para a população, mas de nada adianta um governo federal que acha que é hora de manter superávit primário ou respeitar o teto.
Entendemos que existem famílias que não têm conta em banco, precarizados com empregos flexíveis e informais, que não possuem estoque de riqueza acumulada para se segurarem no momento de crise. E é nessa hora que a arte da Economia Política e da administração pública devem apresentar respostas! Se o mercado se auto-regulasse e o gestor público somente seguisse as tendências apresentadas por modelos, bastaria um computador para definir os rumos. É necessário política anti-cíclica, um desenho institucional de acoes que defendam o povo brasileiro.
Grandes institutos de ensino de Economia(UFRJ e UFRGS) têm divulgado textos nos quais indicam caminhos para o destravamento da economia. Esta é uma economia de guerra e a arte da alocação de recursos escassos entre fins alternativos e competitivos, como gostam os ortodoxos, é urgente.
Como economista, tenho a convicção de que agora é chegado o momento de o Estado intervir e sustentar renda e emprego da população. Não podemos ceder ao terrorismo de certos setores empresariais, pois o trabalhador doente ou em casa tem produtividade reduzida, mas o trabalhador morto nada produz. A reconversão industrial é urgente: precisamos fazer com que setores industriais, que tenham competência técnica, passem a produzir os itens essenciais para a saúde. Um novo momento de planejamento estatal se faz necessário frente aos perigos que estão postos, pois somente o Estado tem o poder de alocar os recursos da forma necessária. De repente a sociedade passou a perceber que o sem o trabalhador, o capital não produz. Repentinamente, alguns economistas passaram a perceber que, em uma crise, os preços relativos não compatibilizam oferta e demanda e nao será através do mercado que a sociedade retornará à normalidade. Por fim, vários economistas perceberam que o Estado tem um papel centra na crise, mas esquecerão disto quando a crise passar e for o momento de recuperação. Voltaremos a ouvir os papagaios da austeridade fiscal e do superávit primário como a única recomendação compatível com o adjetivo “responsável”; teremos de lutar mais esta luta. Talvez seja o momento de lutarmos por um Green New Deal: projeto de investimentos estatais em direção a uma economia sustentável e menos desigual, a fim de atingirmos outro padrão de crescimento.
Enquanto o mundo chora seus mortos, Bolsonaro ri e faz chacota, esconde resultados de exame, propaga fake news sobre curas e segue na contramão do mundo desenvolvido. O momento requer uma economia de guerra contra o COVID-19.
Fora do Brasil somos piada até na terra do Trump. O discurso de Bolsonaro, além de criminoso, é burro. Mas pior do que ele são os que ainda acreditam que o gigante com pés de barro consegue ficar de pé. Antes falidos do que falecidos.