Pequeno guia de estudos marxistas

Certa vez eu montei, com alguns amigos, um grupo de estudo sobre a Crítica da Economia Política na FEA USP. O grupo não vingou, eu me formei e parece que a ideia morreu ali, todavia, eu ainda tenho o programa que montei para o início dos estudos no marxismo.

Não é, nem de longe, a melhor ou definitiva forma de estudar Marx, mas reflete um pouco o meu percurso e alguns dos textos centrais para entender Marx em seus próprios termos, tentando fugir de comentadores ou obras auxiliares (existem diversas, desde David Harvey a Michael Heinrich, são sempre bem vindas, mas como apoio e não ponto de partida).

Espero que ajude um pouco a encontrar qual caminho seguir.

Programa Básico de Economia Marxista

 

Capa Livro III - Boitempo

 Capa de livro III de O Capital publicado pela Boitempo Editorial. Créditos da imagem para Cássio Loredano.

 

Resumo do modelo de crescimento de R. Goodwin

Eu montei um resumo do texto clássico de Richard Goodwin – A Growth Cycle (1967) sobre seu modelo de crescimento inspirado na teoria marxista e que utiliza insights da modelagem advinda da literatura de predador-presa presente na Biologia.

O texto deriva a lógica de predação entre capitalistas (presas) e trabalhadores (predadores) e mostra efeitos profit-squeeze (esmagamento dos lucros) na sua dinâmica. Ao final do arquivo reproduzo o texto original.

Segue o Resumo de Richard Goodwin – A Growth Cycle.

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Resenha de “Os limites do Capital” (David Harvey)

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Os Limites do Capital – David Harvey. Publicado em 2013 pela Boitempo Editorial, originalmente publicado em 1982. Tem, na tradução brasileira, 592 páginas.

 

Apesar de achar que ele pouco adiciona ao debate marxista atualmente, em seu tempo (1982) ele cumpriu o papel de (re)colocar o tema das finanças no centro do debate econômico marxista. Harvey se debruçou, quando poucos o faziam, sobre a seção V do Livro III de O Capital de Marx.

Em um breve relato, adianto que ele é bom, mas pouco avança pra quem fez uma leitura pormenorizara e atenta do Marx. Ele usa o termo dialética, mas não parece derivar as categorias da própria tensão interna dos conceitos. A tensão posta na relação capital (a subordinação formal e real do trabalho ao capital) comparece, mas é mais evidente nos processo geográficos de exportação da crise e alargamento das fronteiras da acumulação do que na derivação mesma do arsenal categorial marxiano. Me parece faltar filosofia e sobrar geografia.

A concepção dele sobre as categorias valor, valor de uso e valor de troca também é profundamente equivocada, pois ele acha que uma mercadoria tem, além de valor de uso, o valor de troca e valor como coisas independentes – concepção oposta ao próprio Marx, que trata a mercadoria como uma forma social que congrega valor de uso e valor, o último se expressa “na troca”, portanto, como valor de troca (forma de manifestação do valor).

Sobre o dinheiro Harvey omite algumas coisas. O dinheiro tem suas determinações (para o Marx):
i) medida dos valores (e padrão dos preços);
ii) meio de circulação;
iii) tesouro e meio de pagamento

Harvey trata do dinheiro como meio de circulação que facilita as trocas, mas ao apresentar o conceito de dinheiro ele não fala explicitamente de suas determinações: é claro que a mercadoria dinheiro só funciona como equivalente geral se cumprir tais funções, mas a derivação categorial/lógica do dinheiro é uma das grandes questões que faz Marx destoar dos economias vulgares.

Harvey prossegue e mostra como as crises têm três “recortes” em sua concepção:

1. LQTTL e a derivação da queda dos lucros como intrínseca à própria acumulação;
2. problemas financeiros e creditícios na dinâmica da acumulação;
3. a geografia da crise enquanto exportação de seus desdobramentos (inflação, desemprego, falta de demanda efetiva, etc.).

O ponto é que ele, por não apresentar dialeticamente a crise, não expõe a distinção entre a essência e a aparência da crise, ou seja não deriva a lógica da crise enquanto queda tendencial da taxa de lucro opondo-a a seus desdobramentos aparentes: subconsumo, desproporção intersetorial ou problemas financeiros. Sobre isso, As formas aparentes das crises em Marx.
Por isso que ele adota uma perspectiva subconsumista – que beira ao keynesianismo mais simplório e ao luxemburguismo – para expor a crise mediante a necessidade imperiosa de buscar em uma “dialética externa” a resolução da crise, fruto da “dialética interna” do capitalismo. Assim, na explicação da crise se perde o estatuto de fenômeno endógeno que ela tem para o marxismo, pois sua solução se dá, muitas vezes, por fatores exógenos. Por diversos momentos ele mostra como a resolução da crise se dá pela desvalorização, seja a destruição do capital pela lógica interimperialista da guerra ou a desvalorização enquanto inflação (desvalorização do dinheiro), desvalorização das mercadorias, desvalorização do capital fictício ou exportação geográfica da desvalorização.
Na parte da geografia da crise Harvey é claro em mostrar que a acumulação primitiva não é apenas aquela que gesta o capitalismo, mas a subordinação do mundo aos imperativos da acumulação cumpre a função de reescalonar a dinâmica da acumulação de capital constantemente.

David Harvey apresenta o papel do espaço na teoria marxiana, além de avançar em alguns conceitos interessantes, como por exemplo a ideia de um “tempo de circulação socialmente necessário”, como aquele tempo médio de circulação do capital – em analogia ao “tempo de trabalho socialmente necessário”.

Como qualidade o texto de Harvey expõe a distribuição como uma luta inter e intra classes: seja na disputa entre lucros e salários ou na repartição dos lucros, tanto o Estado com seu ordenamento jurídico (legislação tributária, disciplinamento sobre as finanças, etc.) quanto com seu aparato repressivo (luta de classes aberta e franca) cumpre um papel importante no alinhave entre as frações de classe e o manejo de uma política fiscal e monetária de acordo com a correlação de forças vigente.

O livro é cheio de qualidades e tem que ser entendido como um esforço de entendimento e articulação do Marx. Como economista eu acho que ele peca na exposição de alguns conceitos, mas serve, até hoje, de porta de entrada e aprofundamento em um tipo de marxismo mais atento ao Marx d’O Capital e menos a leituras heterodoxas.

Que a minha resenha sirva para aguçar a curiosidade e lançar mais dúvidas do que certezas.

Se tenho uma recomendação final: leiam e estudem!

Texto republicado pela Boitempo aqui.

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Marx no século XXI

Este texto é, ao mesmo tempo uma aventura, um desafio, uma viagem a contrapelo da história. Mas é absolutamente fundamental.

Aparência e essência

O intuito é desmistificar a confusão que existe na cabeça dos que se dizem marxistas quanto ao que Marx fez e falou; e faria se vivo fosse. É necessário começar assumindo que não sou vocalizador de verdades ocultas de Marx que só eu conheço, não sou onisciente e tampouco tenho monopólio da verdadeira interpretação acerca do autor. O que exponho aqui é um exercício de história contrafactual calcado no impossível. Proponho que pensemos o seguinte: Marx foi quem foi, fez o que fez, contudo, continuou vivo até os dias de hoje, ativo do ponto de vista de produção intelectual: o que aconteceria? Assim, eu encarno abaixo um sujeito que [supostamente] entendeu Marx e é capaz de expor quais seriam os seus caminhos e críticas na atualidade (a primeira parte é parcialmente verdadeira, a segunda, visivelmente falsa).

O conceito marxiano de verdade é o mesmo que o da verdade platônica, do desvelamento. A verdade é a correspondência, no nível prático, dos resultados intelectivos e teóricos na medida em que a teoria é a reconstituição da processualidade do concreto, síntese de múltiplas determinações. Livrando-se do fetiche e das interversões dos objetos na esfera da aparência da sociedade Marx expõe a lógica capitalista como aquela calcada na expansão do valor e se serve de um método expositivo que acolhe a contradição – marca fundante de um mundo que tem na sua aparência igualitária (esfera da circulação ou mercado) o escamoteamento de uma profunda divisão social. Nas trocas os agentes aparecem em pé de igualdade como meros possuidores de mercadorias, realidade suportada, todavia, pela cisão radical arquitetada a partir da propriedade privada dos meios de produção na essência (esfera da produção) do modo de produção capitalista. Para expor a forma geral de funcionamento da sociedade dominada pelo sujeito cego e automático – o capital – Marx não só leu os teóricos de seu tempo como participou ativamente da publicação de textos jornalísticos, foi dirigente sindical e lia manuais de máquinas e equipamentos recém lançados para manter-se em dia com a massa crítica de conhecimento produzido em todos os âmbitos. Para trabalhar alguns resultados qualitativos ele se valeu de modelos matemáticos (como os esquemas de reprodução do Livro II) ainda que não de forma clara e suficiente, como por exemplo na explanação do equilíbrio sob Reprodução Ampliada do ponto de vista formal (ele nunca foi capaz de encontrar a equação ). Bem como foi assíduo leitor dos quadros estatísticos e dos dados disponíveis. Quem leu O Capital lembrará das inúmeras estatísticas apresentadas por lá.

Supondo que ele cá estivesse ainda hoje, com toda certeza ele seria um profundo conhecedor de cálculo diferencial e integral, conheceria os teoremas estatísticos e econométricos e não deixaria, jamais, de ter acesso a dados e pesquisas da “fronteira”, insumos de seus trabalhos intelectuais – e talvez achasse facilmente o equilíbrio da reprodução ampliada, poderia reelaborar a temática do problema da transformação dos valores em preços para mostrar que ele nasce da má interpretação de seus leitores e reinvestigar a dinâmica da taxa de lucro com dados e algum modelo formalmente robusto e testável.

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Método e escopo: a formalização necessária

É sabido que a matemática, para Marx, servia como trato pré-teórico do argumento. Ele utilizava este campo do saber na derivação de seus resultados no momento do estudo do tema, como instrumento e não fim. O que fazia com que ela não necessariamente precisasse constar no seu método de exposição. Contudo, dados e matemática são dois pontos centrais no que quero expor aqui: constata-se facilmente que os marxistas atualmente:

  1. não sabem matemática,
  2. têm medo de matemática,
  3. acreditam que ela é mero veículo ideológico, divisor intelectual do saber.

Ora, no mundo em que temos acesso a microdados, informações agregadas e diversas clivagens espaciais, temporais e categorias infindáveis de dados Marx iria se encantar com as possibilidades! É possível estudar absolutamente tudo do ponto de vista dos dados, pois existe massa factual organizada e disponível, além poder computacional para tanto. O apego aos dados não é coisa da minha cabeça, afinal, qualquer um que tenha alguma teoria em mãos quer ter o prazer de confirmá-la via estudo empírico: os dados devem corroborar a sua teoria e não, como fazem alguns (muitos!) ao tentar “deitar a realidade” em seu esquema explicativo em caso de resultados negativos. Se o seu modelo não explica o mundo, pior para o seu trabalho teórico, infelizmente… Modelagem é importante, mas a primazia é do real! A teoria espelha (se bem-feita) a lógica do desenvolvimento concreto, pois não são as ideias que pautam o concreto de forma apriorística como querem os idealistas (se a fé removesse montanhas não precisaríamos de trator) e sim sua própria dinâmica concreta que se impõe sobre nós. Neste ponto é bom lembrar do estatuto do falseacionismo metodológico popperiano, ferramental metodológico dominante na ciência atualmente: qualquer teoria é igualmente confirmável, sendo, portanto, o papel da ciência falsear teorias impróprias. A esta lógica falseadora atribuo, por um lado, um verniz Pós-moderno em que a verdade se torna fluida e não unitária, tornando possível múltiplas verdades ou, de outro, uma vertente neokantiana mais radical em que as respostas são sempre parciais no sentido de que a verdade é inalcançável, impossibilitando o homem de conhecer a coisa em si, reservando o contato com o objeto (a coisa como ela se mostra aos sujeitos) abrindo um abismo lógico entre sujeito e objeto do conhecimento.

O marxismo se opõe frontalmente à ideia de que é impossível conhecer a verdade – ela existe, mas precisa ser desvelada pelo estudo cientificamente exato, ou seja, a dialética materialista, o método de elevação do abstrato ao concreto por meio de operações racionais. A verdade não é autoevidente em um primeiro olhar porque está escondida por um mundo invertido em que as coisas comandam os homens, que reconhecem suas relações humanas apenas pela mediação das coisas. Na inversão sujeito-predicado o fetiche escamoteia o real e a reificação e o estranhamento tornam o mundo um lugar estranho aos homens e confortável às coisas.

A pergunta não é “se devemos usar”, mas sim “qual” matemática usar

A teoria enquanto reprodução ideal do movimento do real deve ir aos fundamentos da lógica e do movimento das categorias. É urgente lançar mão de todos os instrumentos existentes para ingressar em camadas cada vez mais profundas do conhecimento. É claro que a matemática enquanto linguagem deve respeitar à correspondência entre forma e conteúdo, deve ser adequada ao objeto, descrevê-lo em sua essencialidade e nunca sobrepô-lo. Existem diversas “matemáticas”, diversas formalizações e aproximações a um mesmo problema (o mesmo vale para métodos estatísticos e econométricos). Pode parecer desnecessário dizer, mas a matemática é instrumento e não deve se sobrepor ao método dialético. Ela é mais um instrumento que o pesquisador lança mão a fim de corroborar sua elaboração teórica.

A matemática eminentemente equilibrista e estática pode ser substituída por sistemas dinâmicos, adaptativos, complexos e com a introdução de diversos níveis e tipos de heterogeneidade e dinamicidade. A modelagem expectacional pode abarcar vários tipos de racionalidades e os diagramas de fases das variáveis nos dão uma explicação do sentido e movimento dos sistemas. Com a substituição do agente representativo pela divisão entre classes, com a troca do sistema price-taking suportado pelo leiloeiro walrasiano por uma regra de mark-up através da formação de uma taxa média de lucro, com a mudança da hiper-racionalidade ensimesmada por cálculos sob conflito social, com a substituição da busca pela harmonia do equilíbrio pelo reconhecimento de que a realidade é governada por uma disputa econômica diferente dos modelos onde a imperfeição é mero desvio da concorrência perfeita (que é o benchmark), com a alteração da função investimento por uma que inclua o lucro como motor da acumulação… Somente assim poderemos avançar em uma formalização que explique o mundo de forma real, em oposição aos modelos que tomam hipóteses heroicas para a partir daí derivar explicações sobre os fenômenos econômicos. Não negamos a importância desses modelos e formas de abordar os problemas – hoje classificados como “ortodoxos” – todavia, defendemos que para explicar a essência dos fenômenos do mundo econômico é necessário adentrar as esferas mais profundas e mecanismos íntimos de funcionamento da realidade social.

O ponto chave é que a modelagem alternativa pode ir aos fundamentos e atravessar a aparência idealizada e harmônica do mercado, pois é ela quem falsamente confere ao todo social suposta harmonia e equilíbrio da parte: a metonímia se dá porque todos podem trocar livremente no mercado se são possuidores de mercadorias, o que supostamente conferiria à esfera da produção um funcionamento também de modo identitário. Se a Ciência Econômica se debruça somente sobre as relações aparentes acaba formalizando a partir da esfera da circulação e toda questão fundante da Economia Política enquanto conflito e disputa se esvai em harmonia, equilíbrio e convergência.

Acredito que se Marx vivo fosse avançaria não só em novas formas, mas também em alguns conteúdos que não estavam presentes em sua discussão n’O Capital. É relativamente claro o papel e proeminência da esfera financeira e suas imbricações e disputas com o lado real da economia, a relação entre agente e sociedade em um mundo neoliberal onde o individualismo é o liame unificador, pois os indivíduos se relacionam somente se tangenciando em relações contratuais – portanto, questões acerca do fetiche, reificação e alienação estariam no cerne de sua discussão. Marx também discutiria a deposição histórica do valor como categoria fantasmática que confere funcionamento às trocas em uma sociedade capitalista. Outra preocupação central seria a discussão sobre mecanismos e funcionamento da crise econômica, sua forma de aparecimento e seus mecanismos internos e, principalmente, seu conceito. Haveria aprofundamento sobre a ciência enquanto força produtiva e sua utilização massiva na produção, com seus impactos sobre o exército industrial de reserva e a relação entre o crescimento populacional e a divisão do trabalho social, que sob o capitalismo implica em desemprego.

Em suma, a Economia Política avançaria abarcando a contradição como marca fundante do mundo posto, utilizaria ferramentas e métodos novos sem cair em ecletismo e produziria tudo isso em uma linguagem para disputar a explicação do mundo, não para ficar fechada em departamentos acadêmicos sem dialogar com as linhas teóricas divergentes. Marx inverteria sua 11ª Tese dizendo ser o momento de interpretar novamente o mundo para somente depois transformá-lo.

Bruno Miller Theodosio

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Debate sobre a Lei da Queda Tendencial da Taxa de Lucro (LQTTL) em Marx

Lei da queda tendencial da taxa de lucro

Sintetizei alguns artigos que debate o tema Lei da Queda Tendencial da Taxa de Lucro (LQTTL) em Marx em um PDF, intitulado Debate sobre a Lei da Queda Tendencial da Taxa de Lucro em Marx

Os textos no PDF que montei são:

Debate sobre a Lei da Queda Tendencial da Taxa de Lucro em Marx
Montado por Bruno Miller Theodosio

1. Crisis Theory And The Falling Rate Of Profit DAVID HARVEY
2. Harvey Versus Marx On Capitalism’s Crises Part 1: Getting Marx Wrong ANDREW KLIMAN
3. Harvey Versus Marx On Capitalism’s Crises Part 2: Getting Marx Wrong ANDREW KLIMAN
4. Capital’s Nature — A Response To Andrew Kliman DAVID HARVEY
5. Harvey Versus Marx On Capitalism’s Crises, Part 3: A Rejoinder ANDREW KLIMAN
6. Monomania and crisis theory – a reply to David Harvey MICHAEL ROBERTS
7. Crisis Theory, the Law of the Tendency of the Profit Rate to Fall, and Marx’s Studies in the 1870s MICHAEL HEINRICH
8. The Unmaking of Marx’s Capital Heinrich’s Attempt to Eliminate Marx’s Crisis Theory ANDREW KLIMAN, ALAN FREEMAN, NICK POTTS, ALEXEY GUSEV, AND BRENDAN COONEY

Indico também um artigo do Prof. Eleutério Prado intitulado Lei de Marx: pura lógica? lei empírica? e que é fundamental para entender o estatuto da “lei” em Marx.

Um vídeo sobre o tema, que está postado na página do Prof. Harvey

É preciso ter coragem!

Interpretamos corretamente os autores ou fizemos deles fantoches para que falassem o que queríamos ouvir?

Interpretamos corretamente os autores ou fizemos deles fantoches para que falassem o que queríamos ouvir?

Publico aqui uma nota curta na qual tento delinear o que de fato é a crítica ao capitalismo do Marx, bem como o que seria uma sociedade comunista (de um ponto de vista de um “tipo ideal” weberiano). À luz dessa classificação preliminar cotejo até que ponto a URSS ou outras experiências históricas poderiam assumir tal nome: sociedade comunista. A nota se chama É preciso ter coragem! e pode ser lida clicando no título dela.

Sobre a ideia de trabalho alienado, estranhamento, coisificação, fetichismo, fica uma reflexão em forma de vídeo. É um curta chamado “El Empleo

Hegel e Marx: Inversão materialista e a oposição entre identidade e diferença

Essência e aparência

Essência e aparência

No primeiro semestre de 2013 eu cursei o curso de Teoria da História I ministrado pelo Prof. Jorge Grespan.

Fundamentalmente a discussão do curso gira em torno da matriz dialética de entendimento da História, passando por Hegel e Marx. A síntese desse curso pode ser encontrada no famoso artigo do Grespan intitulado A Dialética do Avesso. Como conclusão do curso se chega à ideia de inversão materialista operada por Marx na dialética hegeliana, mantendo seu núcleo racional (crítico e revolucionário), mas invertendo as categorias de identidade e diferença entre os autores.

O método de avaliação dele é que façamos uma monografia de até 8 páginas sobre o tema. O meu trabalho que agora posto aqui se chama Inversão materialista e a oposição entre identidade e diferença

Deixo também um vídeo da Boitempo no IV Curso Livre Marx-Engels

* sobre o curso de Teoria da História II, Cf. o último post chamado Lukács e Benjamin: Temporalidade e dialética – a aritmética da revolução.

Lógica dialética: apreensão do negativo no positivo como autonegação do positivo.