Apresentação IC/Monografia: As formas aparentes das crises em Marx

[LINK DO TRABALHO: As formas aparentes das crises em Marx]

Menção Honrosa Monografia

Menção Honrosa referente à Monografia concedida pela FEA USP 

Apresentei, hoje cedo, a minha Iniciação Científica/Monografia na FEA USP. Todos os agradecimentos aos envolvidos é muito pouco. Estou muito satisfeito com o resultado final da pesquisa e só posso agradecer. Meu muito obrigado ao: meu orientador Prof. Eleutério Prado, professores que ajudaram desde o começo da minha formação, amigos, família e a USP pela concessão da minha bolsa de pesquisa.

As formas aparentes das crises em Marx é o título da minha Iniciação Científica que se transformou na minha Monografia de conclusão de curso em Economia na FEA USP. A filmagem abaixo, contudo, é a apresentação no 23º SIICUSP.

Seguem abaixo o vídeo e a apresentação de slides utilizada::

Apresentação: Apresentação SIICUSP

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Resumo:

As formas aparentes das crises em Marx

Objetivos
O presente trabalho tem por objetivo expor a teoria da crise de Karl Marx de um ponto de vista dialético. Queremos delinear uma explicação teórica da crise capitalista a partir da obra de Marx expondo a relação entre a forma como a crise aparece (forma aparente) na superfície da sociedade capitalista e a sua essência. A explicação da crise faz-se a partir da exposição da relação-capital e sua lógica, sendo que a contradição da lógica expansiva do valor engendra a crise. Nossa explicação da crise, ao mesmo tempo que segue a exposição marxiana e seus graus de abstração, é também uma crítica ao marxismo positivista (que explica a crise pela esfera da circulação).

Métodos/Procedimentos
O trabalho aqui apresentado é um estudo em História do Pensamento Econômico. Neste sentido, nossa metodologia é a leitura de textos do próprio autor em tela a partir dos originais e a exposição dos resultados a partir da dialética materialista. O método da dialética materialista é aquele que apreende o capital em seus próprios termos e deixa a lógica do objeto se impor ao pesquisador. Assim, a teoria espelha a lógica do objeto e configura-se como a reprodução ideal do movimento do real.

Resultados e conclusões
A leitura das obras marxianas nas quais despontam suas mais acabadas discussões econômicas nos trouxeram como resultado que, de um ponto de vista dialético – aquele que deriva os resultados como efetivação da lógica contraditória do objeto – a Lei da Queda Tendencial da Taxa de Lucro (LQTTL) é a causa da crise porque resulta das tendências do capital sob concorrência. Ao mesmo tempo, todos as barreias à valorização que contradizem a lógica expansiva do valor foram apresentadas por nós como “desmedida”, a perda da autorreferência do próprio processo capitalista. A desmedida aparece nos três volumes de “O Capital” em distintas acepções, mas todas elas sem expor seu fundamento plenamente determinado, o capital como contradição processual sob concorrência. Assim, enquanto a crise capitalista é uma crise de sobreacumulação causada pela LQTTL, ela se mostra aos agentes como desmedida, sob formas distintas: o fosso entre produção e consumo, a não fluidez das figuras de capital em seus ciclos na circulação, a inexistência de um fundo de reserva para reposição do capital, a desproporção intersetorial, o subconsumo e a autonomização das finanças ante o sistema. É por isso que nosso resultado final é que a crise deve ser exposta dialeticamente a partir figura de capital e que a LQTTL é a causa da crise, enquanto os fenômenos advindos da circulação são suas formas de manifestação.

Apresentação

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Confronto de Paradigmas – FEA USP 2013 (Vídeos) + áudio da 2ª edição

Confronto de Paradigmas Galera, para quem não sabe, alunos de Economia da FEA USP organizaram um debate sobre Escolas do Pensamento Econômico. Os alunos da Graduação em Economia da FEA USP defenderam 4 linhas distintas: marxismo, austríacos, keynesianismo e neoclássicos. Esperamos incentivar outros centros a fazerem debates e, quem sabe, num futuro próximo que possamos fazer intercâmbios entre as faculdades e debates maiores. Façam críticas e sugestões também! E ah, eu fui o responsável pela defesa do paradigma marxista, portanto, esse do vídeo sou eu!

—- NOVIDADE—-

Áudio da 2ª edição: http://www.4shared.com/mp3/Z41tL8B8ce/Confronto_de_Paradigmas_20_-_5.html

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[AULA TROTE] Ementa de INTRODUÇÃO à ECONOMIA EAE 0106

Caros e Caras, envio a ementa de nossa matéria… HAHAHHAHA

Obrigado aos que assistiram à aula trote.

     UNIVERSIDADE de SÃO PAULO  

                    FACULDADE de ECONOMIA, ADMINISTRAÇÃO e CONTABILIDADE

    DEPARTAMENTO de ECONOMIA

            Prof. Dr. Carlos Eduardo Soares Gonçalves                            

               INTRODUÇÃO à ECONOMIA EAE 0106

O objetivo deste curso é dar aos alunos uma visão inicial sobre o pensamento econômico. Há um espaço para se discutir as premissas filosóficas, sociológicas que dão base à Ciência econômica. Discutiremos a evolução do Pensamento Econômico das três grandes teorias, a saber, Liberalismo Econômico, Marxismo e Keynesianismo, além de alguns dos conteúdos que serão desenvolvidos no decorrer do curso em outras matérias, como discussões iniciais sobre Microeconomia.

I – Introdução

  1. O que é Economia? Escopo e limites Ciência Econômica
  2. Ortodoxos X Heterodoxos
  3. Economia: Vertente Moral e Vertente Engenheira
  4. Economia e Ideologia, Gunnar Myrdal e Joan Robinson

II – Metodologia da Economia

Fundamentos da Metodologia Científica

  1. As credenciais da ciência. O problema da indução e o empírico como critério de cientificidade.
  2. A ciência normal e seus paradigmas. Crises e revoluções científicas.
  3. Programas de pesquisa, princípios de tenacidade e proliferação de teorias.

 

Escopo e Método da Economia Clássica e Neoclássica

  1. A escola clássica e a opção pelo método hipotético-dedutivo.
  2. A escola histórica alemã e o debate de métodos.
  3. A economia como ciência da escassez.
  4. Realismo dos pressupostos e instrumentalismo.
  5. Reconstituição sumária do caminho metodológico da Economia.

 

Temas do Debate Atual

  1. Avaliação de teorias e pluralismo crítico.
  2. Retórica e neopragmatismo.
  3. Realismo e verdade.
  4. Matematização e formalização da economia.
  5. A complexa relação da teoria com os dados empíricos
  6. Ortodoxia, heterodoxia e mainstream: qual o futuro da economia?
  7. Escolha e racionalidade econômica.

III – Introdução à Economia

  1. Princípios Básicos
  2. Modelos Econômicos
  3. Oferta e Demanda
  4. Mercado e Equilíbrio
  5. Elasticidades
  6. Excedente do Produtor e do Consumidor
  7. Oferta, Insumos e Custos
  8. Estruturas de Mercado

IV – Introdução à “tríade econômica”

  1. Liberalismo Econômico e a Escola Clássica – Adam Smith
  2. Crítica da Economia Política – Karl Marx
  3. John Maynard Keynes e o receituário macroeconômico
  4. Discussão sobre Valor: Valor-Trabalho x Valor-Utilidade

 

Bibliografia dos Tópicos:

– Bibliografia do Tópico I:

Alves, R. A. ([1981] 1994). Filosofia da Ciência – introdução ao jogo e suas regras. São Paulo: Editora Brasiliense. Caps. 1-4, 6 (Pasta 100 e Erudito)

Backhouse, R. (2002). The Ordinary Bussiness of Life. Princeton: Princeton University Press. Prólogo (1-9). (Pasta)

Zamagni, S. (1987). Microeconomic Theory: an introduction. Oxford: Blackwell. Cap. 1. (Pasta)

Marshall, A (1920). Princípios de Economia. In: Coleção os Economistas. São Paulo: Abril Cultural, 1982 Livro Primeiro: Caps. I-IV. (Pasta)

Robbins, L. ([1932] 1935). An Essay on the Nature of Significance of Economic Science. London: Macmillan. 2ª ed.: 1-25, 46-48, 147-152, 156-158. Disponível na página: http://mises.org/literature.aspx?action=author&id=273

Robinson, J. ([1962] 1979). Filosofia Econômica. Rio de Janeiro: Zahar. Cap.1. (Pasta)

– Bibliografia do Tópico II:

Colander, D. R. P. F. Holt e J. Barkley Rosser, Jr., “The changing face of mainstream economics”.

Review of Political Economy vol. 16, nº 4, out 2004.

Davis, John, “Psychology´s recent challenge to economics: rationality and the individual”, HES 2009, mimeo.

Davis, John, “The turn in recent economics and return of orthodoxy”, 2008, http://ssrn.com.abstract/=1004064

Dequech, David. Conventions, conformity, and deviation. 2010, mimeo.

Friedman, Milton. “Ensaios de economia positiva”. Edições Multiplic, ano 1, nº 3, fev 1981.

Goldfarb, Robert S, 1997. “Now You See It, Now You Don’t: Emerging Contrary Results  in

Economics,” Journal of Economic Methodology, vol. 4(2), dec.

Hands, D. Wade. Reflection without Rules. Cambridge University Press, cap. 2, “The methodological tradition in economics”, 2001.

Krugman, Paul. “Two cheers for formalism”, The Economic Journal 108, pp. 1829-36, nov 1998.

Kuhn, Thomas. A estrutura das revoluções científicas. 2ª ed. São Paulo: Perspectiva, caps. 2-4 e posfácio, 1978.

Lákatos, Imre. “O falseamento e a metodologia dos programas de pesquisa científica”, in: I. Lakatos

e A. Musgrave (eds),  A crítica e o desenvolvimento do conhecimento, Cambridge University Press, 1971.

Mäki, Uskali. “Social theory of science and the fate of institutionalism in economics”, in U.Mäki e outros (eds.),  Rationality, institutions and economic methodology, Londres: Routledge, 1993.

Mattos, Laura V. “A economia política como uma ciência autônoma:”, Revista de Economia Política vol. 19, nº 4, out-dez 1999.

McCloskey, D. N.. The Rhetoric of Economics. The University of Wisconsin Press, 1985.

Mill, John Stuart.   Essays on  some Unsettled Questions of Political Economy.  Londres: London School of Economics, 1968.

Muramatsu, Roberta. Rhetoric and methodology of behavioral economics: the case of intertemporal choice. EconomiA, jan-abr 2009.

Neville Keynes, John. The scope and method of political economy. N. York: Kelley & Millman, cap 1, 1917.

Popper, Karl.  A lógica da investigação científica. São Paulo: Abril Cultural, Coleção “Os Pensadores”, 1980. (também pela Editora Cultrix)

Prado, Eleutério. “A expansão da matemática na economia”. Informações FIPE nº 16, maio 1994.

Robbins, Lionel C. An essay on the nature and significance of economic science. MacMillan, 1932.

Rubinstein, Ariel. “Dilemmas of an economic theorist”. Econometrica vol. 74, n. 74, pp. 865-883, jul 2006.

Sen, Amartya. “Rational fools: a critique of the behavioral foundations of economic theory”.

Philosophy and Public Affairs nº 6, pp. 317-44, 1977.

Sent, Esther-Mirjan, “Pleas for pluralism”,  Post-Autistic Economics Review, fev. 2003.

Sugden, Robert. “Credible worlds: the status of theoretical models in economics”, Journal of  Economic Methodology, vol. 7, nº 1, pp. 1-31, 2000

– Bibliografia do Tópico III:

Mankiw, G. N. (2005) – Introdução à Economia, Editora Thomson.

Krugman, P. e R. Wells. Introdução à Economia. Editora Campus, 2007

– Bibliografia do Tópico IV:

Smith, A. A Riqueza das Nações. In: Coleção os Economistas. São Paulo: Abril Cultural, 1983

Marx, K. O Capital. In: Coleção os Economistas. São Paulo: Abril Cultural, 1983

Keynes, J. M. Teoria geral do emprego, do juro e da moeda. In: Coleção os Economistas. São Paulo: Abril Cultural, 1983

Bentham, J. Principles of Morals and Legislation. In: McMaster (site)

Bibliografia Complementar

DOBB, M.Teorias de valor e distribuição desde A.Smith.Portugal: Ed Presenca, 1973

FEIJÓ, R. História do pensamento econômico: de Lao tse a Robert Lucas.São Paulo : Atlas, 2001

GALBRAITH,J.K. A era da incerteza. São Paulo : Pioneira, 1998

Hunt, E. K.História do Pensamento Econômico.Rio de Janeiro : Campus, 1987

JEVONS, W.S.Teoria da Economia Política.São Paulo: Abril Cultural, 1983

KEYNES, J. M. A Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda. São Paulo: Abril Cultural, 1983

MARSHALL, A. Princípios de Economia. São Paulo: Abril Cultural, 1983

MARX, K.Para a Crítica da Economia Política. São Paulo: Abril Cultural, 1983

MARX, K.Salário, Preço e Lucro. São Paulo: Abril Cultural, 1983

Mill, J. S.Principios de economia política :com algumas de suas aplicações à filosofia social.São Paulo: Abril Cultural, 1983

NAPOLEONI, C.Smith, Ricardo e Marx. Rio de Janeiro : Graal, 1991

Ricardo, D. Princípios de Economia Política e Tributação.São Paulo: Abril Cultural, 1983

SAY, J.B.Tratado de Economia Política. São Paulo: Abril Cultural, 1983

SMITH, A. A riqueza das nações:investigação sobre sua natureza e suas causas. São Paulo: Abril Cultural, 1983

SWEEZY, P.M.Teoria do Desenvolvimento Capitalista. Rio de Janeiro: Zahar, 1982

WALRAS, L.Compendio dos Elementos de Economia Política Pura. São Paulo: Abril Cultural, 1983

 

NOTAS DE AULA E OUTRAS INFORMAÇÕES

Notas de aula e alguns textos da bibliografia serão divulgados no site www.erudito.fea.usp.br

Email: cadu@usp.br

Contatos do Monitor:

Nome: Bruno Miller Theodosio

Email: bruno.theodosio@usp.br

FREQÜÊNCIA

Serão seguidas as regras da USP. O aluno cujo nome não constar da relação definitiva da disciplina não será avaliado.

Haverá Chamada e será feita sempre nos últimos 10 minutos de aula.

AVALIAÇÕES:

Serão 2 provas com pesos distintos, à escolha do aluno, e alguns exercícios.

Metodologia de Nota: (0,3xP1 + 0,35xP2 + 0,4M)

A nota chega até 10,5 (soma dos pesos)

 

P1 = Primeira Prova

P2 = Segunda prova

M = Média ponderada dos exercícios

Não está prevista prova substitutiva.

Considerando a nota x

Se x > 5,0 e presença de pelo menos 85% = Aprovado

Se 4,0 < x < 5,0 e presença de pelo menos 85% = Reavaliação

Se, mesmo com 85% de presença x < 4,0 = DP

Independente da nota se, Presença < 85% = DP