Deixem os versos livres

Deixem os versos livres
Que esgueirem por entre poemas
E viajem arrebatando o peito dos amantes
E das meretrizes!

Que fiquem livres…
Porque todos deles dependem.

Entendem como ninguém o que sentem
Os amados, os esquecidos,
Os empedernidos e os loucos varridos.

Que libertem-lhes os grilhões da métrica
Da tétrica falta de licença poética,
Caquética e herética vingança dos subversivos.

Sou destes, destes que não respeitam a ordem
Fúnebre formato fechado, entalado, amarrado
Formato que me cerceia e incendeia a liberdade.

Deixem os versos livres,
Que vão para onde queiram.
E se não queiram, queiramos nós a liberdade!
Bruno Theodosio

Nem a censura me atura!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s