Avermelhado

O fogo liberado,
Pelas armas do Estado
Queima a alma do pobre coitado,
Chamam-no revoltado,
Enlatado, é ele quem é atacado.

Esquecem-se que por trás deste,
Mora mais um soldado.

A guerra não é morte,
É luta de coitado
É pau e pedra,
Contra poder folgado
Malogrado, desalmado,

Uni-vos, estamos todos armados
De revolta, incitado,
Venho ancorado em meus companheiros.

Mais-valia, tempo roubado!
Valia mais, ser meu aliado.

De classe, sou identificado
Marcado por ser vilipendiado,
Arrochado, apertado, por todo lado.

Cuidado, sou só mais um,
Sem nome, sem cor, sem raça,
Entrincheirado contra tua classe,
Armado de norte,
Morto de sorte,
Por pertencer à classe
Do poder socializado!

Bruno Theodosio

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