Ser comunista

Marx, Lênin e Engels

Ser comunista não é fazer voto de pobreza. É acreditar em uma teoria que interpreta o mundo como contraditório e nos coloca a prática política como forma de transformá-lo. Ser comunista é olhar o homem e colocá-lo em primeiro plano. É querer que as empresas produzam para nossas necessidades e não para os lucros, que o mundo seja arquitetado para que todos tenham as mesmas condições e que possamos efetivamente exercer nosso ponto distintivo – nossa humanidade. Ser comunista não é mais uma opção ou um caminho que se adota num belo dia. Ninguém acorda e decide ser comunista. É um processo de conhecimento – e autoconhecimento também -, um processo de educação política no qual percebemos que as mazelas do mundo não são naturais, postas, imutáveis. São, ao contrário, socialmente originadas. É, portanto, dever nosso, enquanto seres sociais movimentar a sociedade, efetivamente “fazer história” e mudar o mundo para que possamos superar esses problemas que enxergamos.

É importante pontuar que ser comunista nada tem de utópico – estes eram os socialistas antigos, superados por nossa teoria há tempos. Operamos por um conjunto de premissas e pressupostos que não são dogmas ou “verdades fiduciárias”, são, ao contrário, análises concretas de situações concretas. Ou seja, análises objetivas de situações da vida real. Olhamos, por exemplo, essa sociedade e percebemos que ela é fundada na cisão entre aqueles que detêm os meios de produção (máquinas, fábricas, ferramentas) e aqueles aos quais sobra somente sua força de trabalho. Ou seja, a uma parcela da população foi “negada” a propriedade privada dos meios de produção. Não fazemos futurologia, nem temos profissão de fé, por isso é que operamos pela “negação da negação”, nesse caso, negando uma sociedade fundada nesse princípio podemos alcançar novas formas de sociabilidade, mais justas. Olhamos alguns problemas e apontamos formas de superá-los. Problemas como o domínio que o Mercado tem sobre nossa vida. Quantas vezes vemos um sujeito que tem 1000 empregados e demite 200 porque senão, diz ele, será obrigado a fechar a empresa e demitir junto os outros 800. Não é uma mentira, ele de fato é governado pelo Mercado. Mas o é porque essa sociedade está “encaixada”, arquitetada dessa forma.

Ser comunista não é, portanto, fazer voto de pobreza. Não é “abrir a casa para outros morarem” (como diziam na eleição do Lula), não é que seu carro será propriedade do Estado e nem é viver a sociedade toda na miséria. Marx nos mostra que o capitalismo é o momento da história em que mais riqueza se produz; entretanto, está na hora de socializar essa riqueza.

Ser comunista é isso, e muito mais. É lutar pelo bom, pelo justo e pelo melhor do mundo.

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