Versos arrastados

Versos arrastados

Minha memória sempre revisita o “nós”
Pacato, fechado, o lábio sorri, chama por ti
Você vem, invade meus sonhos, você é meu algoz
Você é aquela por quem me derreti

É difícil aceitar a distância
Na ânsia de te ver, nada me cansa
Minha ganância sempre te alcança
Como se fosse criança, revivo a infância

Despido de sentido, estou de novo
Esperando o tempo perdido
Querendo ser, mas no momento,
Sendo corroído, sou preterido

Sou aquele que não te daria meu mundo
Mas de novo, cá estou eu,
Moribundo, imundo, destruído
Dizendo que, no fundo, você, que é mundo
Um mundo doído,
Um caos, alarido
Uma voz que me chama no fundo

Volta e mostra tua cara,
Assume teu papel e destrói a incerteza
A dúvida te perturba e mascara
Enevoa tua alma, acaba com a delicadeza

Preciso de você, inteira, mulher
Preciso pra ontem, num tempo qualquer
Preciso enfim poder te contar,
Da beleza que é te amar
Da barulho que paira no ar
Quando abro os olhos e vejo que o sonho
Só serve se for pra sonhar

Bruno Theodosio

3 respostas em “Versos arrastados

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