Ode ao Ultrismo pequeno-burguês

Forma e conteúdo: quando não se tem uma boa formulação de Conteúdo, quando sua análise acerca do “recheio” dos fatos é fraca você precisa exacerbar suas atitudes no “momento” Forma. Esquecem-se, porém, que a relação entre os momentos é de Unidade, de autoconstrução recíproca e autodeterminação dos extremos pressupostos – ou seja, o Conteúdo da relação “Forma/Conteúdo” pressupõe um tratamento dialético, uma Forma Dialética de análise.

Quem arroga defender uma posição embasada em Conteúdo e, por determinantes quaisquer, exacerba na Forma mostra apenas que seu conteúdo era fraco, senão, afinal, qual o sentido de investir somente no tratamento da forma? Como foi exposto acima, já que é uma relação dialeticamente composta, onde um não existe sem o outro – a saber, não há Forma sem um Conteúdo específico e, não há conteúdo que não pressuponha uma Forma – sendo, pois, que a separação de momentos intrinsecamente moldados gera uma crise, uma separação, uma cisão de um movimento que não pode ser separado. Daí que se deriva o mau exercício político de alguns camaradas… cabe-nos lembrar que o único bastião da “verdade” é o exercício da vida prática, da realidade concreta e objetiva; da materialidade, na vida social.

 

 

Bruno  Theodosio

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