Auto-afirmação masculina através da objetificação da mulher

Um homem passa na rua em seu carro e buzina para a menina que está na calçada; ou passa andando ao lado dela, manda beijos e a chama de gostosa…

O que, em sã consciência, ele espera que a mulher faça? Que ela diga: volta aqui meu tesão, essa sua buzinada/beijo era tudo o que precisava para me conquistar! Estou apaixonada, vem me fazer mulher!

É isso? Eu não sou nenhum supra-sumo no assunto conquista nem almejo tal posto, mas é claro que este tipo de atitude jamais surtirá efeito algum no “jogo da conquista” então, qual sentido dela? Pensando nisso desenvolvi um sentido social pra isso:

Sim, eu falo isso tudo porque acabei de ver um cara buzinando pra duas meninas na rua e, a conclusão que chego é que este tipo de atitude é uma necessidade de auto-afirmação da masculinidade envolta em um machismo tremendo – o homem não manda beijos esperando ser correspondido, afinal, sabe que isso não ocorrerá, ele o faz para que os outros homens na rua vejam-no como “macho alfa”, dominador do território. É triste ver pessoas agindo, inconscientemente, pelo ímpeto de serem “bem julgadas” aos olhos de um terceiro! [veja bem, “bem julgadas” incorre num preconceito, aquele machismo que havia falado de que, na sociedade, o BOM homem é o arquétipo do “pegador”, daquele que reifica a relação social e coisifica o corpo feminino]

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